Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

Feliz 2007

Caros amigos,

Estamos em falta com vocês. Há três meses que não escrevemos nenhum artigo e que não abrimos espaço para novas pessoas participarem dessa forma democrática de expor opiniões e trabalhos.

Creio que a falta de tempo possa ser utilizada como desculpa, porém seria a mais clara maneira de fugir da responsabilidade que me dei desde quando criei o blog. Realmente, estou em falta comigo, por essa responsabilidade, e por todos que estavam lendo e escrevendo os textos publicados. A idéia desde o começo foi expor o conhecimento das pessoas e aumentar a capacidade de discussão e argumentação de todos, visando uma troca de experiências que no dia-a-dia não é tão freqüente.

Em janeiro retornamos com tudo, para que possamos atualizar os conhecimentos e apresentar o que temos de melhor.

Em 2006 espero que todos tenham alcançando seus objetivos ou pelo menos parte deles, e que 2007 estejam preparados para mais um ano de garra, força, superação e vitórias. E para aqueles que 2006 não representou um bom ano, desejo muita GARRA, FORÇA, SUPERAÇÃO E VITÓRIAS.

FELIZ 2007 a todos, com saúde, amor, sabedoria, sucesso, conquistas e felicidade!!!

Rodrigo Araújo Campos

Terça-feira, Setembro 19, 2006

Design de software é um processo complexo e iterativo.

Geraldo Cruz – Pós-Graduado em Ciência da Computação – gafonso@terra.com.br

A solução inicial certamente estará errada, e certamente não será a melhor solução (solução ótima).

Discussão
Com certeza a primeira parte da afirmação é verdadeira, mas a segunda dependerá de um conjunto de fatores.

Afirmaria que é um processo complexo, principalmente em softwares que trabalham em ambientes críticos (envolvendo vidas humanas, valores financeiros), não deixando de lado os outros domínios, pois a busca pela qualidade e a satisfação do cliente em qualquer área é constante, e não seria diferente na área da engenharia de software.

Não arriscaria afirmar que um design de software está errado, e conseqüentemente não apresentará a melhor solução. Isto vai depender de vários fatores, entre eles o conhecimento do domínio (em cada organização um domínio pode ter enfoque diferente), os desenvolvedores e usuários, os recursos, as técnicas e metodologias, a integração dos subsistemas. Uma especificação entendida errada ou feita de uma forma ad-hoc pode influenciar em todo o projeto, e com isto a solução inicial sofrerá mudanças. Não existe a “bala de prata” (metodologia perfeita) que vai solucionar todos os problemas, para cada caso temos de ter uma solução, e se possível um plano B, caso algo aconteça de errado.

Nos métodos tradicionais (RUP1, PSP2, TSP3, Catalysis4), onde os processos são bem definidos, seguindo uma abordagem seqüencial e cada fase sendo bem definida, tem como pontos chave o formalismo (que depende da metodologia) e o foco no planejamento. Mas o grande problema observado na indústria de software é o maior enfoque na produção, especificamente na escrita de código, e pouco tempo dedicado às atividades de concepção do software, conforme observa o GSI5, o que para os métodos ágeis (XP) não é um problema, pois a codificação é sua principal tarefa. Com isto podemos concluir que a adoção de alguma metodologia depende do domínio que estiver sendo analisado.

O design de software, mesmo seguindo o projeto inicial, sofrerá alterações ao longo do seu desenvolvimento. Estas mudanças não devem ser atribuídas somente a erros de entendimento do problema (especificação de determinada funcionalidade), mas também a própria volatilidade dos requisitos, ou seja, mudanças que ocorrem independente da vontade dos stakeholders.

De acordo com as melhores práticas da indústria de software (BRAGA, 2006), o primeiro item é Desenvolver Software Interativamente, para que você possa planejar a entrega gradual, e com isto fazer um desenvolvimento participativo dos stakeholders, minimizando a complexidade. A abordagem dos Métodos Ágeis6 (XP, SCRUM, DSDM, Crystal Cockburn, ICONIX7) parece vir de encontro a esta prática, que tem como conceitos chaves :
- Indivíduos e Interações ao invés Processos e Ferramentas;
- Software executável ao invés de Documentação;
- Colaboração do Cliente ao invés Negociação de Contratos;
- Respostas rápidas a mudanças ao invés de Seguir planos.

Não que os conceitos utilizados do desenvolvimento tradicional (Processos, Ferramentas, Documentação, Planos, Contratos) sejam descartáveis, mas ficam num segundo plano, dando um enfoque maior às pessoas, que podem fazer uso dos conceitos tradicionais.

O desenvolvimento incremental, através de protótipos (utilizando ferramentas CASE), é uma boa alternativa para contornar a volatilidade. É possível ter feedback dos usuários, e isto faz com o processo iterativo auxilie na tentativa de chegar a “solução ótima”. Apesar das ferramentas CASE não serem utilizadas amplamente, PRESMANN atribui a isto, a falta de conhecimento, por parte dos engenheiros de software. Mas hoje, existem pelo menos três fatores técnicos que tentam diminuir a complexidade para desenvolvimento de software: UML8, XML9 e padrões10 e arquitetura software.

O modelo de desenvolvimento baseado em groupware, 3C11, também é uma boa abordagem para implementação de sistemas interativamente. As variáveis envolvidas têm papel fundamental para contornar as mudanças, e facilitar a “complexidade”.

Controvérsia
Na discussão acima deixamos claro que design de software é um processo complexo, pois a indústria cada vez mais necessita de softwares mais complexos, em um tempo curto e com custo baixo, mas isto é impossível de fazer sem planejamento, ainda mais em sistemas de missão crítica.

Como ser iterativo em projetos críticos?

Para cada projeto, temos de analisar as prioridades, as restrições do sistema, o grupo de pessoas envolvidas (desenvolvedores), não adianta querer adotar uma metodologia para todos os tipos de projetos. Em projetos pequenos, os métodos ágeis se enquadram perfeitamente. Analisando o método XP, seus quatro valores básicos - Comunicação, Simplicidade, Feedback e Coragem – são fundamentais para um desenvolvimento incremental, iterativo e interativo.
Uma coisa é certa, o design de software precisa de planejamento, não importa sua dimensão ou complexidade, e independente da metodologia adotada deve ser:
- Construído de maneira incremental;
- Ter iterações curtas;
- Participação ativa dos clientes;
- Melhoria constante do processo.

Se já é difícil chegar a “solução ótima” com a adoção de metodologias, imagine quando não é adotado nenhum processo. Se não for feito um cronograma ou um planejamento, não é possível cumprir prazos, não cumprindo os prazos não se tem credibilidade, e com este cenário tudo pode ser perdido. Se não é possível adotar alguma metodologia de desenvolvimento, que se monte um “roteiro” para que seja possível, no mínimo, entender o que está sendo desenvolvido.

Não é possível construir uma casa a partir do telhado, assim como a maioria dos projetos (em qualquer área) necessitam de alicerce para poder evoluir.

Conforme afirmação do enunciado, a solução inicial não será a melhor solução. Observe a construção de uma casa, olhe pra ela e você vai observar que está faltando alguma coisa. Agora responda, o erro é de projeto ou são das pessoas? Ou será que as mudanças são inevitáveis, e isto é da natureza humana (usuários e desenvolvedores) ou do próprio contexto que se está sendo analisado?

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1.Processo Unificado da Rational, adquirido pela IBM, que fornece técnicas para desenvolvedores aumentarem a produtividade. É uma metodologia de desenvolvimento iterativa, centrado em arquitetura e guiada por casos de uso. Por ser customizável, pode ser aplicado em equipe de dese3nvolvimento de qualquer tamanho.
2.Personal Software Process – SEI, Watts Humphrey.
3.Team Software Process – SEI, Watts Humphrey.
4.Método para Desenvolvimento Baseado em Componentes (DBC), utiliza técnicas UML, proposto pela Universidade
de Brighton (UK), por D’ Souza e Allan Wills.
5.Grupo de Sistemas de Informação, INESC-ID, The XIS Project, http://berlin.inescid.pt/projects/xis/
6.Métodos ágeis, direcionado para equipes pequenas, com pouco formalismo, muita interação e fazer só o necessário. http://agilemanifesto.org.
7.ICONIX Software Engineering. Menos burocrático que o RUP. Baseado em UML e simples como XP, possui uma forte Rastreabilidade de Requisitos.
8.Linguagem de Modelagem Unificada (Unified Modeling Language) definida OMG, padrão para modelagem visual.
9.Extend Markup Language, definido W3C, 1999, linguagem padrão para representar dados e metadados.
10.Resultado de experiências e Reengenharia das melhores praticas (Gamma et al., 1994).
11.Modelo de Colaboração, proposto por Ellis et al. 1991, baseado na comunicação, coordenação e colaboração.

Fontes Bibliográficas
1.http://scholar.google.com.br , acessado em 16/08/2006.
2.http://berlin.inesc-id.pt/projects/xis/capsi2003-amrs.pdf Acessado em 18/08/2006.
3.http://www.guj.com.br/content/articles/patterns/iconix_guj.pdf#search=%22iconix%20%2B'software'%22 Acessado em 19/08/2006.
4.http://www.inf.ufsc.br/resi/edicao04/artigo06.pdf#search=%22Metodologias%20%C3%81geis%20Extreme%20Programming%20e%22 Acessado em 19/08/2006.
5.http://agilebrasil.com.br//index.php?option=com_content&task=view Acessado em 19/08/2006.
6.BRAGA, José Luiz. Anotações sala de aula, 2006.
7.PFLEEGER, Shari Lawrence. Engenharia de Software : teoria e prática. 2ª edição. São Paulo: Prentice Hall, 2004. capítulos 3 e 5.
8.PRESMAN, Roger S. Engenharia de Software. 5ª edição. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2002.
9.SOMMERVILLE, Ian. Engenharia de Software. 6ª edição. São Paulo: Addison Wesley, 2003.capítulos 3 e 4.

Terça-feira, Junho 13, 2006

Lojas Virtuais: Uma Boa Opção?

Gabriel Oliveira Barbosa – Bacharelando em Sistemas de Informação – gabrielbarbosa.info@gmail.com
Paula Camila (MTb 10552) - Jornalista Especializada em Marketing - paulacamila.jor@gmail.com

Hoje em dia, a compra de produtos pela internet tornou-se algo comum, por sua praticidade, comodidade e preços mais baixos. Mesmo assim, muitas pessoas se sentem inseguras ao realizar uma transação através de um website. Para tornar o processo mais seguro para o consumidor, algumas ferramentas de segurança foram criadas e implantadas nos navegadores, como SSL (Secure Sockets Layer - Camada Segura de Sockets), ou Certificados Digitais. Porém, poucos sabem o que significa e porque torna sua compra segura.
Para tornar suas transações via navegador mais seguras, a Netscape criou o protocolo de comunicação SSL, que funciona da seguinte maneira: o cliente (consumidor comprando um produto) envia um número aleatório, que servirá para identificar quem está tentando se comunicar. Este número chegará no servidor (site de compras) que, por sua vez, retorna uma mensagem contendo uma “chave”. Ela funciona como uma senha para criptografar a mensagem da transação. A chave é a sua “Assinatura Digital”, que precisa ser certificada por uma empresa especializada, para garantir que ela realmente existe. Uma mensagem criptografada com essa chave só pode ser aberta por quem possui a Certificação Digital correspondente.
Com essa chave, o cliente gera um segredo, que será utilizado durante a transação. Agora, ambos os lados contêm a “chave de sessão” que identifica a transação corrente. Ao enviar o pedido de compra, o cliente criptografa a mensagem usando a chave do servidor e junto, envia o segredo criado pelos dois lados para essa transação. Quando o servidor recebe a mensagem, ele identifica a chave de sessão para saber de quem ela é, para depois, abrir o conteúdo.
Para saber se uma loja virtual usa o protocolo SSL, observe os seguintes itens:
- Veja se o endereço da página em que são pedidos dados como o número do seu cartão de crédito possui o protocolo “https”, ao invés de “http”;
- Verifique se aparecerá em pequeno cadeado na parte inferior direita do seu navegador;
- Procure saber se a loja informa sobre os protocolos de segurança utilizados.
Em geral, uma vantagem das lojas virtuais em relação às lojas físicas é o preço mais baixo. Isto se explica pelo fato de a manutenção do e-commerce ser mais barata. Diminuem-se gastos como: aluguel, luvas, funcionários, logística. No entanto, o preço do frete costuma “assustar” o consumidor. Vale lembrar que, ao pedir para o produto ser entregue em casa economiza-se com transporte, estacionamento, alimentação e compras por impulso. As lojas virtuais também são indicadas para quem não gosta da intervenção do vendedor durante a compra do produto.
A maior desvantagem das lojas virtuais é a não visualização do produto. Por exemplo, na compra de uma roupa não se pode sentir a textura do tecido, conferir se as costuras são de qualidade e não se pode experimentá-la. Recomenda-se, portanto, que se comprem produtos que não precisam ser experimentados ou que são de compra costumeira (ex: um perfume que o consumidor já usa há anos).
Portanto, toda vez que você quiser fazer uma compra através de um site, lembre-se de todo o processo pelo qual o seu pedido passa para chegar seguro à loja virtual. Também é preciso ponderar se o custo total é vantajoso.
Boas compras!

Edição: Paula Camila (MTb 10552) - Jornalista Especializada em Marketing - paulacamila.jor@gmail.com

Quarta-feira, Maio 10, 2006

Economia e Globalização

Bárbara Stella Oliveira Rocha – Bacharel em Administração – bsorocha@yahoo.com.br
A década de 80 foi o marco inicial da explosão tecnológica que envolveu o mundo numa velocidade atômica de informação e inovações. Essa transformação continua nos dias atuais.
A globalização proporcionou avanço e criação de tecnologias. As empresas vêem a necessidade de evolução constante para poder concorrer com o mercado mundial. O surgimento de novas áreas como a robótica, os softwares, a Internet, fazem com que as empresas se tornem mais rápidas e precisas. Um bom exemplo das inovações geradas pela globalização é a reengenharia, que consiste em dinamizar as atividades das organizações para melhor satisfazer as necessidades dos clientes. Sua utilização gera um enxugamento do quadro dos funcionários.
O desemprego desestimula a economia de um país. Sem trabalho, não há renda, ou seja, não existe como um desempregado efetuar a compra, logo, afeta-se a economia como um todo. A maior crise do sistema capitalista ocorreu em 1929, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. O número de empresas que faliram e o número de pessoas que perderam seus empregos foram enormes. Roosevelt, o presidente americano na época, fez a utilização de um plano bem sucedido, denominado New Deal. Ele visava gerar emprego para a população a fim de reerguer a economia norte-americana.
Hoje devem ser tomadas medidas para conter esse grande aumento de desempregados, visto que a inovação tecnológica é um processo contínuo. Aqueles que não estiverem acompanhando essa mudança rápida não irão se encaixar nessa nova ordem que vem surgindo. O mercado de trabalho está cada vez mais concorrido e a maioria dos empregos já possui exigências mínimas como 2º grau completo e curso de computação. Alguns, até curso superior!
O governo tem que investir mais na educação a fim de que possa nivelar a discrepância existente e acabar com a exclusão social. É necessária a criação de novas escolas e faculdades públicas, oferecendo ensino de qualidade para a população e mais cursos técnicos.
O incentivo à agricultura é fundamental, pois o Brasil possui um grande território. Sua produção de soja é uma das maiores, senão a maior do mundo. Redistribuir a terra (reforma agrária), com critérios que propiciem condições de o homem produzir no campo é uma das saídas para reverter o fluxo do êxodo rural, mantendo parte da população no campo e aproveitando a mão de obra. A criação de Bancos do Povo também é uma alternativa, pois se pode disponibilizar empréstimos com juros mais baixos, visando os agricultores e os pequenos empresários. Além disso, compra parte da produção como incentivo ao aumento dela. O Japão, mesmo sendo um país de área geográfica limitada, é um grande produtor de arroz. Ou seja, soube aproveitar o pouco que possui.
Como administradores, é visível o importante papel das pequenas empresas para gerar emprego e impulsionar a economia interna. Porém, o descaso dos governos anterior fez com que muitas fechassem. Hoje, a maioria que surge dura pouco no mercado, devido à taxa tributária que é alta, visando prevalecer a hegemonia das grandes empresas. O governo tem que lançar um plano de ação que tenha como alvo a permanência das pequenas empresas no mercado. Por que não disponibilizar facilidades para o pequeno empresário como são disponibilizadas às grandes empresas e multinacionais?
É impossível barrar a contínua evolução do conhecimento e da tecnologia. O que deve ser feito é equilibrar a balança da Inovação Tecnológica com a criação de novos empregos. Claro que esse processo não é fácil, porém é necessário para deixarmos de ser um país subdesenvolvido e podermos ofertar melhores condições ao nosso povo.
Edição: Paula Camila (MTb 10552) - Jornalista Especializada em Marketing - paulacamila.jor@gmail.com

Quarta-feira, Maio 03, 2006

A internet como ferramenta administrativa

Rodrigo Araújo Campos – Bacharel em Sistemas de Informação – rodrigoaraujo2002@yahoo.com.br
Grande inovação, sucesso, globalização, tecnologia de ponta, idealização, facilidade, crescimento, conquistas alçadas, conhecimento amplo, diversão, trabalho... Estas são algumas das palavras que nos vêm à mente quando o assunto é internet. Há pouco tempo, não existiam tantos usuários desta tecnologia no mundo. Hoje, só no Brasil, havia 21.227.222 usuários domiciliares (dado do mês de março - http://www.teleco.com.br/internet.asp). Contando também com as empresas, que não podem deixar de usufruir desta tecnologia, o número aumenta consideravelmente. Porém, o problema não está na quantidade de usuários e sim, na qualidade dos serviços, que, muitas das vezes, são deixados de lado.
Considerando apenas o âmbito organizacional, pode-se chegar à conclusão de que muitas das empresas alcançaram sucesso ou espaço no mercado por causa da internet. A troca de informações, a visão mundial, as questões mais difíceis de se responder, o desenvolvimento das idéias, tudo isso foi amparado pelo uso desta tecnologia.
Uma empresa que sabe utilizar este recurso tende a ganhar agilidade nas respostas aos clientes, nas soluções dos problemas e nos lucros. Enfim, em todos os processos que dependem da eficiência de seus funcionários. A utilização de palm tops e/ou notebooks (e também celulares com funções destes aparelhos), tende a crescer cada vez mais. Com o manuseio das ferramentas disponibilizadas fica mais fácil o funcionário responder questões que só seriam trabalhadas quando chegasse ao escritório. Levando em consideração que cada tecnologia tem seu preço de acordo com suas funcionalidades, as empresas têm que se atualizar com o passar do tempo. Wi-fi (que permite conectar o palm top à internet sem uso de cabos, em locais específicos), WiMax (redes de longo alcance), VoIP (transmissão de voz pela internet), EV-DO e EDGE (transmissão de dados em alta velocidade) são exemplos de tecnologias que logo estarão fazendo parte do nosso dia-a-dia (Revista Você S/A – Abril 2006).
É esperado que cada empresa se enquadre no processo que melhor se adapte, mas não se pode deixar que a tecnologia esteja muito à frente de seus recursos. Desta maneira, o concorrente que souber lucrar com a facilidade da internet e suas vantagens, sempre estará ganhando espaço neste mercado, em que o conhecimento é mais importante.
Edição: Paula Camila (MTb 10552) - Jornalista Especializada em Marketing - paulacamila.jor@gmail.com

Terça-feira, Abril 25, 2006

A multicultura nas organizações

Bárbara Stella Oliveira Rocha – Bacharel em Administração – bsorocha@yahoo.com.br

Com o processo de globalização, o mercado abriu as fronteiras, expandindo os negócios. Com isso, há uma interligação entre estados, países e continentes. Porém, com essa expansão, as empresas passaram a enfrentar não só as diferenças individuais, mas também a dificuldade da diferença de cultura (desde etnias, religiões, sexo, linguagem, até a diferença geográfica existente).
Canen (2005) define multiculturalismo como um conjunto de respostas à diferença cultural, em distintas áreas do conhecimento, sendo o seu foco principal o entendimento de duas fontes e como administrá-las (p.21-2).
A diferença cultural existente é vista como vantagem competitiva, pois a cultura organizacional ajuda no entendimento de estratégias feitas pela empresa, como por exemplo, o lançamento de um produto, ou até mesmo, uma parceria com outra organização. “São os traços culturais, e não os econômicos, que atualmente podem fazer a diferença em termos do sucesso ou de insucesso organizacional” (Canen, 2005. p.111). Os profissionais tendem a se preocupar cada vez mais com essa diversidade. No entanto, a globalização minimiza as diferenças culturais, principalmente através do desenvolvimento da mídia e do crescimento contínuo do acesso a Internet.
Enfatizando o papel da logística dentro da empresa, incorpora-se o conceito de diversificação cultural. O objetivo é buscar a valorização das diferenças e sensibilização cultural a partir das estratégias, contribuindo para que haja um sucesso organizacional. A valorização da logística aumenta a competitividade, pois há uma maior interligação entre as diversas áreas da empresa. Porém, não pode passar a ser adotada simplesmente por modismo. A logística tem que realmente ser implementada e valorizada, uma vez que a sensibilidade de diversidade cultural é fundamental.
Deve-se tratar o multiculturalismo não exclusivamente como um treinamento de competências, mas inclusive como um processo de educação para o mundo. As diferenças culturais existem e é importante que sejam valorizadas, para que ocorra um sucesso organizacional, combatendo o preconceito (seja ele qual for) e, principalmente, respeitando a individualidade.

Referência bibliográfica:
CANEN, Alberto G.; CANEN, Ana. Organizações Multiculturais: a logística na corporação globalizada. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2005.

Edição: Paula Camila (MTb 10552) - Jornalista Especializada em Marketing - paulacamila.jor@gmail.com

Terça-feira, Abril 18, 2006

Continuação - Por que Administração e Tecnologia?

Rodrigo Araújo Campos – Bacharel em Sistemas de Informação – rodrigoaraujo2002@yahoo.com.br
Gabriel Oliveira Barbosa – Bacharelando em Sistemas de Informação – gabrielbarbosa.info@gmail.com

Tecnologia: conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade (Mini Dicionário Aurélio, 2000).
Após a leitura do significado e considerando as informações que fazem parte do nosso dia-a-dia, pode se imaginar uma organização sem tecnologia? Não é difícil responder a esta pergunta. De maneira lógica, a resposta seria “não”.
Porém, podemos repensar um pouco sobre alguns anos atrás. Muitas das empresas que hoje se destacam no mercado mundial começaram seu crescimento numa época em que apenas os mainframes, ou seja, os computadores de grande porte, desenvolviam o trabalho “tecnológico” esperado. Muitas destas empresas não tinham capacidade de tê-los, porque o valor para adquiri-los era maior do que o capital reservado para as inovações. Contudo, com a força e a determinação de seus funcionários, conseguiram vencer este obstáculo que não era tão grande como atualmente.
No início da década de 90, o uso da informática ampliou de fato dentro das organizações, onde realmente não poderiam faltar novidades para garantirem vantagem sobre a concorrência. As palavras hardware e software começaram a fazer parte do vocabulário dos executivos (gerentes, presidentes, supervisores, chefes de setor). Estes tinham que se empenhar para oferecer às suas organizações sistemas e máquinas capazes de garantir e aperfeiçoar seus trabalhos que antes eram feitos manualmente e que, com certeza, estavam sujeitos a mais erros.
Um hardware que apresenta melhor desempenho que outro garante à empresa um processo mais rápido, eficiente e eficaz do que outro sem as mesmas características. Proporciona, mesmo que de forma não perceptível, uma melhora no tempo de resposta da ação desejada. Isto faz a diferença ao final do dia, do mês ou até do ano. Já um software melhor desenvolvido e capaz de obter a confiança do usuário leva a empresa ao conhecimento de novas maneiras de lidar com os dados que ali estão armazenados. A qualidade das informações obtidas durante todo o processo de obtenção, o armazenamento e o uso dos dados, fazem com que a organização possa utilizá-las em seu planejamento estratégico e desenvolvimento interno.
Quanto mais atualizados forem os hardwares e os softwares das empresas, melhor será o trabalho dos funcionários, do operador de máquinas ao presidente. Atualmente, há várias empresas em que os funcionários que não têm nenhum conhecimento sobre computadores já lidam diretamente com máquinas especializadas para seu departamento. Nelas todo o trabalho desenvolvido é informado e estes dados vão para um servidor onde, através de manipulações, apresentam informações importantes para os responsáveis. Estes, por sua vez, tiram respostas para melhorar, dar um tempo no trabalho, repensar no processo desenvolvido, ou simplesmente perceber que está sendo muito bem feito o trabalho naquele departamento.
Outras empresas, principalmente as de grande porte, utilizam os palmtops ou notebooks para que seus funcionários possam, mesmo que distantes, repassarem todos os dados possíveis de seu trabalho diário/mensal aos seus superiores ou basicamente aos servidores. Neles, os dados serão trabalhados ou meramente guardados para futuras consultas.
Pois bem, voltemos à pergunta do primeiro parágrafo: imagina-se uma organização sem tecnologia? A resposta continua a mesma: ‘não’. Hoje, todas as organizações estão sujeitas ao fracasso se não tiverem condições de trabalhar com inovações, ou seja, com tecnologia.
A partir de agora, após ter sido apresentado o porquê do título do blog (Administração e Tecnologia), muitas outras pessoas farão parte deste espaço. Espera-se que todos ganhem em conhecimento e possam, de alguma forma, ajudar neste trabalho.
Edição: Paula Camila (MTb 10552) - Jornalista Especializada em Marketing - paulacamila.jor@gmail.com